Raízes: Onde mirar? Discurso e realidade



                   https://share.google/HdgTpLRHPj9bI2hbs


Fiz como sonho de vida, ser mãe. Um choro  adotado tornou-se como parte de mim, despertou em mim uma consciência  que não  sabia existir. Por ele notei o crespo do cabelo. Mas ainda não  percebia a  tês(não  sei se a escrita está  correta)pardacenta da minha pele. Isto se deve ao “colorismo”, recente percepção. Na verdade, para que este tom de pele fosse formado, pessoas de diferentes etnias foram miscigenadas. Sabia ser filha de pardo e negra, portanto, sou parda. Mas na minha Certidão dizia “branca”. Resquício  do embranquecimento estatal. Minhas meninas eram parda e negra, pelo menos por definição. No segundo  maternar foram escancarados  três desafios: o gênero, a etnia e a deficiência. Nestes desafios firmei o motivo  de minha existência. Não  temos claro o motivo de estarmos  aqui,  até esses desafios nos acordarem. De uma só  vez, fui  inserida em grupos de representação  minoritária,  o  que não  quer dizer que são  de poucas pessoas. É necessária  a percepção  que somos muitos. Temos de fazer um mundo  melhor  para nossas filhas e netos. Um mundo salpicado de sorrisos infantis. 


Comentários

Postagens mais visitadas