Raízes: Onde mirar? Discurso e realidade
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Fiz como sonho de vida, ser mãe. Um choro adotado tornou-se como parte de mim, despertou em mim uma consciência que não sabia existir. Por ele notei o crespo do cabelo. Mas ainda não percebia a tês(não sei se a escrita está correta)pardacenta da minha pele. Isto se deve ao “colorismo”, recente percepção. Na verdade, para que este tom de pele fosse formado, pessoas de diferentes etnias foram miscigenadas. Sabia ser filha de pardo e negra, portanto, sou parda. Mas na minha Certidão dizia “branca”. Resquício do embranquecimento estatal. Minhas meninas eram parda e negra, pelo menos por definição. No segundo maternar foram escancarados três desafios: o gênero, a etnia e a deficiência. Nestes desafios firmei o motivo de minha existência. Não temos claro o motivo de estarmos aqui, até esses desafios nos acordarem. De uma só vez, fui inserida em grupos de representação minoritária, o que não quer dizer que são de poucas pessoas. É necessária a percepção que somos muitos. Temos de fazer um mundo melhor para nossas filhas e netos. Um mundo salpicado de sorrisos infantis.




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"Vamos lá fazer o que será"