Remexendo as memórias
Viajei nas lembranças até minha infância Nessa época morava na esquina da Leite Castro com Professor Ribeiro Campos. Meu pai era um simples funcionário público e minha mãe tinha um pequeno salão improvisado em casa. Eu gostava de olhar a janela. De vez em quando vinha uma pequena tropa de cavalos vigiados por seus donos para pastar no campinho ao final da rua. A alegria das lavadeiras que vinham da Ponte dos Cachorros (escrevi sobre ela um dia). O som da buzina que o Pedro anunciava ao longe que o leiteiro estava próximo. Ás vezes o seu João, o padeiro, trazia o pão embrulhado no papel cinza, fresquinho. As verdureiras, lá da Colônia do Giarola, vinham em direção a esquina do D. Bosco, onde formavam uma pequena feira. E lógico, não me esqueceria da Maria Fumaça com seu alegre apito! Nessa época e minhas lembranças percebi como já naquele tempo a desigualdade mostrava suas cores. Os personagens, eram pobres discriminados desde cedo. Negros, carroceiro, lavadeiras, sapateiros, imigrantes pobres, enfim, pessoas que com abolição ou não, continuam a ser mão de obra no Brasil.



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"Vamos lá fazer o que será"