Democracia Racial

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Aqui as diferenças  raciais, fazem parte de um todo! Mas como agir com o recém liberto? Não  é humano? Não tem alma? O racismo não quer!  Decide! Não  sabe ser ele  resultado da mistura! Que importa? Afinal, o filho de pardo e negro é entendido  como branco!

Amanheceu livre!

Não é branco. Livre, como? Seu jeito, diferente é um crime! Seu costume, incomoda! Criminaliza a Capoeira e   abandona ao longe.  Sua cor, causa repulsa!

Vergonha do escravizar, pela  cor da pele! Sua presença nos faz lembrar do escravizar! Mas o crime  perfeito não  existe! A cor em diferentes matizes resiste em todo lugar! O preto depois da Abolição saiu sem moradia, sem trabalho remunerado, sem comida.  Encontrou refúgio  nos cortiços, casas abandonadas das antigas elites. Com o tempo  essas casas agora abrigo de pobres, foram removidas construindo no lugar mansões, expulsando mais uma vez os pretos pobres. Como  trastes velhos são   empurrados para a margem da sociedade. Uma século além, o negro, outra vez vive a remoção,  não  bastasse ser no Brasil escravizados e para sempre degredados! Somos um só  povo! Hoje  todos nascidos debaixo deste céu! Amamos esse chão! Os nossos antigos, nós e nossa descendência,  seremos semente desse chão!


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