HONREMOS

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Essa palavra  deu tom do Trabalho de Conclusão  de Curso da minha última  especialização  em HISTORIOGRAFIA  BRASILEIRA. Talvez  uma grande reflexão  não  só  na história  do Brasil,  mas do meu provável passado! A Partir do momento  que conhecemos a História  e o contexto da fundação  do país, começamos  a enxergar  o contexto  de nossos antepassados. Nada de tão  bonito, heróico e digno de estar em um livro  a ser estudado. Coisa de gente pobre sem posses e nome como que não fossem de interesse e estivessem em livros escolares. Foram pretos, representantes de povos originários, portugueses  pobres, todos sem uma nobreza reconhecida a ser revelada. Gente pobre sem dúvidas. No mínimo  descendentes de escravizados. Se povos originários ou descendentes, poderiam ter sido escravizados o no mínimo  tratados como seres de segunda classe, selvagens, ignorantes. Meu bisavô  era um maquinista da Central do Brasil. Não  me pergunte como chegou lá. Minha bisavó, sendo  descendente  de português, era branca, mas pobre. Assim não descendia de família rica. Faleceu  no parto do último  filho. Meus avós  paternos eram gente  do povo, pobre “de maré de sea”. Era ferreiro  por profissão  que aprendeu e sobreviveu. Sua “Maria” de história  incerta, sem sobrenome para assinar, se soubesse, com ele escrever! Todos sonharam viver, progredir  com o que tinham e da vida puderam arrancar! Se pudessem queriam estudar, ter profissão  que permitissem uma vida digna! Que seus filhos, no mínimo  pudessem ler! Votar, um sonho distante, meio delirante! Mas sonhavam, sim! Escolher mesmo sem saber, um futuro  digno para eles. Que mesmo, já mortos, a vida dos filhos, pudessem com muita luta, SER DIGNA! Eles lutaram para isso!


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